Pesquisadores do NUAGRÁRIO discutem Agricultura no Urbano e Resistência Quilombola em evento. Pesquisadora coordenou eixo temático.

21/11/2015 16:15

Por: Ricardo Santos de Almeida.

Entre os dias 18 a 20 de novembro de 2015 pesquisadores do NUAGRÁRIO participaram do X Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (SOBER), na Universidade Federal de Alagoas Campus Arapiraca/AL. No evento foram discutidos os seguintes temas: política agrícola; geração e transferência de tecnologia; meio ambiente; pobreza rural; educação no campo; reforma agrária; novas experiências de desenvolvimento e outros.

Fig. 1. Pesquisadores Overlan Verçosa Paranhos Prado, Luiz André Ferreira da Silva, Prof. Ricardo Santos de Almeida, Gildo Saturnino dos Santos e Aparecida de Mendonça Silva (coordenadora de eixo temático).

 

Os estudos apresentados no evento são decorrentes das pesquisas acadêmicas conduzidas sob a orientação da Profa. Dra. Cirlene Jeane Santos e Santos ministrante da disciplina Geografia Agrária no curso Geografia Licenciatura modalidade a distância com o apoio do Prof. Esp. Ricardo Santos de Almeida que retorna as atividades acadêmicas.

O evento contou com a coordenação da pesquisadora Aparecida de Mendonça Silva no eixo temático Agricultura familiar e ruralidade.

 

Os estudos apresentados

 

O estudo “Agricultura urbana desenvolvida no bairro Santa Amélia, Maceió/AL” escrito por Ana Maria Melo, Maria Claudicéa da Silva Salustiano, Cirlene Jeane Santos e Santos e Ricardo Santos de Almeida tem como intuito analisar a importância que a sociedade urbana precisa dar a agricultura, entendendo que ela também pode se caracterizar como fonte de riqueza, originando algumas mudanças positivas na cidade, como melhor distribuição de renda e o resgate de famílias que estão abaixo da linha de pobreza. 

Fig. 2. Seu Arnaldo contribuiu para a pesquisa.
 

Embora seja considerado um elemento novo nas cidades, atualmente vem sendo gradativamente ligado a gestão urbana, refletindo na diminuição da pobreza, por meio da geração de renda e empregos. Entende-se por Agricultura Urbana a prática de culturas agrícolas em torno ou inclusa nas áreas urbanas. O estudo é resultado das nossas indagações e perquisições que foram realizadas no Sitio do seu Arnaldo, localizado no bairro Santa Amélia, Maceió/AL.

 

O estudo “Agricultura urbana no bairro Santos Dumont, Maceió/AL: A experiência de duas famílias que utilizam manejo orgânico do solo” escrito por Overlan Verçosa Paranhos Prado, Luiz André Ferreira da Silva, Cirlene Jeane Santos e Santos e Ricardo Santos de Almeida. Para a realização da pesquisa foram realizadas entrevistas com duas famílias agricultoras bem como ocorre o manejo do solo, das variedades de plantações, dos defensivos agrícolas e tipo de adubo usado. Foram também analisadas que são por meio das técnicas agrícolas que as famílias de baixa renda produzem variados tipos de alimentos a partir do manejo orgânico do solo garantindo um produto diferenciado nas feiras da capital. Foi também analisado o modo como é conduzido o desenvolvimento e evolução de uma agricultura de autoconsumo, da sua produção a sua destinação final.

Fig. 3. Pesquisadores Overlan Verçosa Paranhos Prado e Luiz André Ferreira da Silva apresentando estudo.

 

O estudo “Trabalho agrícola e resistência na Comunidade Quilombola Serra Verde” escrito por Aparecida de Mendonça Silva, Gildo Sartunino dos Santos, Cirlene Jeane Santos e Santos e Ricardo Santos de Almeida. A pesquisa descreve o modo de vida da comunidade bem como análises e reflexões sobre a importância do reconhecimento do território quilombola como forma de resistência e de manutenção da reprodução social do modo vida da Comunidade, enfatizando o modelo de gestão comunitária, cultura, lazer, educação, saúde, e produção agrícola. 

Fig. 4. Morador exibe objetos antigos das famílias quilombolas.

 

A pesquisa desenvolveu-se de forma sistemática, dividida em três momentos, o primeiro foi realizado visita à Comunidade, para identificação geográfica, ou seja, foi feito um mapeamento da Comunidade, a qual foi registrada, através de fotografia, no segundo momento foram visitados alguns moradores que residem na Comunidade há mais tempo, a qual foi feito uma entrevista aberta, sobre a história da Comunidade, no terceiro e último momento articulou-se uma reunião comunitária, com os moradores, com o agente de saúde, agricultores, lideranças comunitárias, estudantes e diretores da associação comunitária, na qual foi feito uma roda de conversa, utilizando-se da metodologia “linha do tempo”, nessa oportunidade a Comunidade traçou os fatos considerados significantes de sua história, narrando assim o seu modo de vida, e como aconteceu o processo de reconhecimento do território quilombola.