O NUAGRÁRIO

O Núcleo de Estudos Agrários e Dinâmicas Territoriais (NUAGRARIO) vem desde 2006 desenvolvendo atividades de pesquisa, inicialmente, os trabalhos estavam voltados para o entendimento das Comunidades de Fundos de Pasto existentes no município de Oliveira dos Brejinhos no estado da Bahia. Posteriormente, ampliamos as possibilidades do Núcleo estendendo as pesquisas para o entendimento da estrutura fundiária do estado de Alagoas, utilizando para alcançar esse objetivo dos dados disponibilizados pelo IBGE, referentes a estrutura fundiária iniciando os levantamentos de 1940, o  Índice de Gini e a Curva de Lorenz são utilizados para mensuração. Da leitura da concentração da terra e reflexões resultantes, fomos provocados, no bom sentido, a pesquisar sobre para espacialização dos conflitos no campo alagoano e a distribuição dos assentamentos rurais de reforma agrária; trabalhos sobre o agronegócio, em particular, o sucroalcooleiro e seu amargo sabor; tramas e enredos da cidade, do urbano e da relação campo-cidade. Esses temas se conectam e se sobrepostos à realidade encontrada no estado de Alagoas quando analisamos a produção e a organização do espaço, o território, as territorialidades e das dinâmicas territoriais envolvidas no movimento da penetração do capitalismo no campo, a qual se baseia na hegemonia da “pequena política”, lembrando Gramsci, e numa peculiar relação capital-trabalho e no poder no qual ainda perdura das oligárquicas tradicionais.

 

Responsáveis pelo portal:

Prof.a. Dr.a. Cirlene Jeane Santos e Santos.

Prof. Esp. Ricardo Santos de Almeida.

 

Conheça nossos pesquisadores

Coordenado pela Prof.a. Dr.a. Cirlene Jeane Santos e Santos o NUAGRARIO objetiva a participação de estudantes proporcionando a compreensão do espaço geográfico sob um viés crítico e analítico.

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Nossas Notícias

Pesquisadores do NUAGRÁRIO discutem Agricultura no Urbano e Resistência Quilombola em evento. Pesquisadora coordenou eixo temático.

21/11/2015 16:15

Por: Ricardo Santos de Almeida.

Entre os dias 18 a 20 de novembro de 2015 pesquisadores do NUAGRÁRIO participaram do X Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (SOBER), na Universidade Federal de Alagoas Campus Arapiraca/AL. No evento foram discutidos os seguintes temas: política agrícola; geração e transferência de tecnologia; meio ambiente; pobreza rural; educação no campo; reforma agrária; novas experiências de desenvolvimento e outros.

Fig. 1. Pesquisadores Overlan Verçosa Paranhos Prado, Luiz André Ferreira da Silva, Prof. Ricardo Santos de Almeida, Gildo Saturnino dos Santos e Aparecida de Mendonça Silva (coordenadora de eixo temático).

 

Os estudos apresentados no evento são decorrentes das pesquisas acadêmicas conduzidas sob a orientação da Profa. Dra. Cirlene Jeane Santos e Santos ministrante da disciplina Geografia Agrária no curso Geografia Licenciatura modalidade a distância com o apoio do Prof. Esp. Ricardo Santos de Almeida que retorna as atividades acadêmicas.

O evento contou com a coordenação da pesquisadora Aparecida de Mendonça Silva no eixo temático Agricultura familiar e ruralidade.

 

Os estudos apresentados

 

O estudo “Agricultura urbana desenvolvida no bairro Santa Amélia, Maceió/AL” escrito por Ana Maria Melo, Maria Claudicéa da Silva Salustiano, Cirlene Jeane Santos e Santos e Ricardo Santos de Almeida tem como intuito analisar a importância que a sociedade urbana precisa dar a agricultura, entendendo que ela também pode se caracterizar como fonte de riqueza, originando algumas mudanças positivas na cidade, como melhor distribuição de renda e o resgate de famílias que estão abaixo da linha de pobreza. 

Fig. 2. Seu Arnaldo contribuiu para a pesquisa.
 

Embora seja considerado um elemento novo nas cidades, atualmente vem sendo gradativamente ligado a gestão urbana, refletindo na diminuição da pobreza, por meio da geração de renda e empregos. Entende-se por Agricultura Urbana a prática de culturas agrícolas em torno ou inclusa nas áreas urbanas. O estudo é resultado das nossas indagações e perquisições que foram realizadas no Sitio do seu Arnaldo, localizado no bairro Santa Amélia, Maceió/AL.

 

O estudo “Agricultura urbana no bairro Santos Dumont, Maceió/AL: A experiência de duas famílias que utilizam manejo orgânico do solo” escrito por Overlan Verçosa Paranhos Prado, Luiz André Ferreira da Silva, Cirlene Jeane Santos e Santos e Ricardo Santos de Almeida. Para a realização da pesquisa foram realizadas entrevistas com duas famílias agricultoras bem como ocorre o manejo do solo, das variedades de plantações, dos defensivos agrícolas e tipo de adubo usado. Foram também analisadas que são por meio das técnicas agrícolas que as famílias de baixa renda produzem variados tipos de alimentos a partir do manejo orgânico do solo garantindo um produto diferenciado nas feiras da capital. Foi também analisado o modo como é conduzido o desenvolvimento e evolução de uma agricultura de autoconsumo, da sua produção a sua destinação final.

Fig. 3. Pesquisadores Overlan Verçosa Paranhos Prado e Luiz André Ferreira da Silva apresentando estudo.

 

O estudo “Trabalho agrícola e resistência na Comunidade Quilombola Serra Verde” escrito por Aparecida de Mendonça Silva, Gildo Sartunino dos Santos, Cirlene Jeane Santos e Santos e Ricardo Santos de Almeida. A pesquisa descreve o modo de vida da comunidade bem como análises e reflexões sobre a importância do reconhecimento do território quilombola como forma de resistência e de manutenção da reprodução social do modo vida da Comunidade, enfatizando o modelo de gestão comunitária, cultura, lazer, educação, saúde, e produção agrícola. 

Fig. 4. Morador exibe objetos antigos das famílias quilombolas.

 

A pesquisa desenvolveu-se de forma sistemática, dividida em três momentos, o primeiro foi realizado visita à Comunidade, para identificação geográfica, ou seja, foi feito um mapeamento da Comunidade, a qual foi registrada, através de fotografia, no segundo momento foram visitados alguns moradores que residem na Comunidade há mais tempo, a qual foi feito uma entrevista aberta, sobre a história da Comunidade, no terceiro e último momento articulou-se uma reunião comunitária, com os moradores, com o agente de saúde, agricultores, lideranças comunitárias, estudantes e diretores da associação comunitária, na qual foi feito uma roda de conversa, utilizando-se da metodologia “linha do tempo”, nessa oportunidade a Comunidade traçou os fatos considerados significantes de sua história, narrando assim o seu modo de vida, e como aconteceu o processo de reconhecimento do território quilombola.

 

Torcidas organizadas: A pichação e a demarcação de territórios. Estudo de pesquisadoras do NUAGRÁRIO são destaque em jornal

25/04/2015 18:37

Por: Ricardo Santos de Almeida.

 

As páginas 15 e 16 do jornal O Dia Alagoas, ano 02, n° 0108/2015, edição 22 a 28 de março de 2015, trazem consigo a reportagem de Marcelo Alves sob a seguinte chamada na capa do jornal: "Organizadas de CRB e CSA brigam por domínio. Estudos do curso de Geografia da UFAL mapeiam as áreas dominadas pelas torcidas organizadas de CRB e CSA em Maceió. A cidade está dominada."

Na reportagem a pesquisadora estudante do curso Geografia Bacharelado da UFAL Manuella Vanessa Ferreira da Silva explica o estudo sobre como as pichações reafirmam o domínio das torcidas organizadas em territórios específicos da capital de Alagoas, Maceió. O estudo é realizado sob a orientação da Prof.a. Dra. Cirlene Jeane Santos e Santos e tem como intuito analisar o modo como as torcidas organizadas demarcam territórios em diversos recortes do espaço geográfico da capital alagoana - Maceió - utilizando também para isso a pichação, seja em espaços públicos ou privados. Na reportagem é ressaltada a pesquisa desenvolvida pelos pesquisadores Wellinson Oliveira Lima e Herbeth Vieira Santos (Leia aqui) referente ao modus operandi das duas torcidas organizadas.

Clique em cima das imagens para ver e ler em tamanho ampliado.

 

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